Ruptura

A história é repleta de fases
Quando muda o curso da vida
Se muda também o ser
O rompimento é o começo de algo novo
As marcas deixadas e fragmentadas na linha do tempo
As revoltas e gritos que marcam
Com as mentiras descobertas pelo tempo 
A fase da curta vida de um homem
É fase que se esconde


Gibson Dantas
29 de agosto de 2016

Sinal vermelho

Já andei perdido 
Já pensei que me encontrei 
Sinto que os dias voam 
E ninguém mostra o mapa desse enigma
Um sorriso de alegria
Um olhar sem embasar 
Momentos procurados 
Momentos que se escondem 
Dentro de uma caixa escura
Onde as memórias se perdem 
Como a vida de quem avançou o sinal
Desrespeitou o tempo
Desrespeitou o fluxo e se foi

Gibson Dantas
26 de agosto de 2016

Teatro da vida

Inúmeras vezes já sorri 
Quando a vontade era de chorar
Inúmeras vezes já fiquei 
Quando a vontade era de partir 
O estranho de alguém estranho como eu
Inúmeras vezes continuei 
Quando o mais correto era desistir
Inúmeras vezes que falei 
Quando o silêncio era melhor
As máscaras de um ator sem teatro
Coração puro do protagonista sem papel

Gibson Dantas
28 de julho de 2016

Quando te vi

Eu não sabia que você estava tão perto
Tudo embaçado
Na minha frente e tão longe
O olhar tremia 
E quando te vi percebi
Que tudo ainda estava ali
Tudo parecia tão nítido
Era como um sonho real
Mas o reflexo me atormenta
A visão turvada esconde um eu
Palavras mexidas em um liquidificador
Não descrevem um ator

Gibson Dantas
06 de maio de 2016

Vacuidade

E era eu um moço triste
E era eu que andava sem rumo
Quando acordei nada mais sentia
Quando acordei nada mais existia
E era eu um sonhador
E era eu que andava distraído
Quando acordei não mais tinha tempo
Quando acordei nada mais fazia sentido
A gente aprende que o verdadeiro motivo da nossa existência
É nunca saber o motivo de viver




Gibson Dantas
28 de abril de 2016

Amar, viver, sorrir

Cheguei estou aqui
Não dá mais pra desistir
Tanto sonho sonhei
E pretendo prosseguir
Indo em busca do amor
Paz interior
Sentimento pulsa na alma
No lugar onde estou
Na luta constante que entrei para ganhar
Pensar e conseguir
Correr atrás e sempre sorrir
No sonho que não é normal
Nunca fui tão natural
Não se desespere se não pode suportar 
Se não tem coração forte pega o beco e vaza agora
É o amor que não me faz desistir
O sorriso que vem até aqui
Escrevendo canções que nunca vivi
Preso no capítulo da solidão
Encontrando erros na coesão
Nunca fui tão certo como um dicionário
Mas vou te mostrar o que pode ser errado
Caminhando e cantando sem olhar para trás
É assim que me sinto quando não estou em paz
As memórias vão e vem
Amarradas em uma corda quebrada
Sem conseguir fugir o tempo que tenta engolir
Tudo que tenho agora
As histórias que escrevi não tenho como mais mentir
Tantos fatos que contei 
Sentimentos que não demonstrei
Sigo a vida mesmo assim
Querendo voltar no tempo e mudar tudo que já fiz
No tempo de escola quando não tinha muito o que sentir
E os amores que nunca foram amores que eu fugi 
Fugi pra um lugar onde procuro seguir
Se amor é verdadeiro um caminho vão encontrar 
Tempo passa mesmo se ficar parado
Lembranças vem e vão como a batida de um violão
Sempre canto sem razão
Coisas do coração


Gibson Dantas
01 de março de 2016

Prossigo

Aonde quer chegar
Quando criança
Não tinha muito o que sonhar
Só bastava aquilo que estava no ar
Sempre sozinho e aprendendo
Buscando o horizonte em qualquer lugar
Vendo que nem tudo se consegue em um piscar de olhos
Não querendo ter sonhos interrompidos
Cantando o som que não agrada 
Sorrindo sem desfaçar
Procurando se encontrar
Talvez o mesmo lugar
Ouvindo sons inexistentes 
Que faria alguém sorrir
A dúvida que sempre perturba 
Não adianta apenas sonhar
Tem que caminhar
Correr e encontrar
Uma forma de partir 
Sem fazer ninguém chorar
Lembranças rápidas como um filme
Custam apagar
Crescido e fora do casulo 
O que importa é a criança que ainda existe 
Quando fazemos com amor
O que importa é o fazer
E tudo vem sem perceber
Eu sigo em frente
Prossigo no caminho
A estrada é longa
Mas não posso parar

Gibson Dantas
18 de fevereiro de 2016

Um dia incerto

Apagar um papel em branco
Apagar o que nunca foi escrito
Apagar é a solução mais simples
Não existe borracha que apague as memórias 
E a vontade é acordar no chão 
A vontade é de se perder na escuridão 
Onde as sombras se escondem
Com alucinação da bebida mais forte 
Nada parece real
Corpo que desaba
Que se desfaz 
Ego do mais puro egoísmo 
Onde a solidão irá mostrar a luz


Gibson Dantas
02 de janeiro de 2016

Últimos dias

Complexo e cheio de labirintos 
Perdido sem mapa
Escondido em um corpo
Vivendo quase sem querer 
O grito que se esconde
É a vontade de desfalecer
Seguir caminhando sem tentar
O medo de não conseguir 
O abraço que é procurado 
O calor da compreensão 
A vontade de encontrar
Floresta escura
É como um corpo
É como um coração 
Apenas um sonhador
Sendo o que nunca quis ser

Gibson Dantas
03 de dezembro de 2015

Incoerência

Quando nada faz sentido
Quando nada importa 
É quando percebemos a luz
A luz que cega 
A luz que atormenta a escuridão 
Entender o certo e o errado 
Fantasiar que mudou
Esquecer um passado
Chorar sem motivo
Motivo que se esconde
Se esconde no ser
O ser que mente
Que mente para viver
Que vive sem querer
O querer de morrer

Gibson Dantas
26 de outubro de 2016

Mentira é a pior mentira

Depois de tantas mentiras
Como acreditar na verdade?
Como viver em paz?
As cicatrizes onde já foram feridas abertas
A vontade de esquecer é a dor de lembrar 
A mentira maltrata
A mentira destrói 
A mentira é a pior mentira que contamos para si mesmo
Que o meu coração aguente o mundo
E que o mundo possa entender o meu coração 

Gibson Dantas
21 de outubro de 2015

Filme de amor

O contexto diferente
Onde tudo é como um sonho
A visão dos lados
Sem incógnita 
Sem lacunas
Aqui de fora 
Imagino a sensação de viver em paz 
Viajando em cada cena
E perdido nessa estrada
A força de um abraço
A vontade de parar o tempo
É tudo que se ver em cena
Mas todo filme acaba
E tudo volta a ser escuridão 

Gibson Dantas
06 de outubro de 2015